Guia para quem compra casa
Como saber se uma casa é boa para ti
Uma casa é boa para ti quando cabe no custo total que consegues pagar, serve a tua rotina e continua a fazer sentido nas escolhas difíceis. O anúncio não te diz isto.
Última revisão: . Escrito pelo miD.
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1Cabe no custo total, não só no preço
O preço do anúncio não é o que vais pagar. Além da entrada, há IMT, Imposto do Selo, escritura, registos e custos do banco. A Literacia Financeira aponta para cerca de 3% a 5% do preço em impostos e custos, além da entrada. Podes calcular o teu caso aqui.
Depois, olha para a prestação. Para créditos avaliados desde 1 de agosto de 2026, o Banco de Portugal recomenda um limite geral de 45% para a taxa de esforço, com uma margem limitada de exceções. Esse é um limite, não um objetivo: conta também com condomínio, seguros e IMI.
- 3% a 5%
- do preço em impostos e custos, além da entrada
- 45%
- limite geral recomendado para a taxa de esforço, desde agosto de 2026
2Serve a tua rotina
Faz o trajeto até ao trabalho à hora a que o fazes, não ao domingo de manhã. Vê também a escola, os transportes e as compras do dia a dia. Uma casa mais barata pode sair cara em tempo.
3Tem espaço para quem lá vai viver
Conta quem vive contigo hoje e quem pode viver contigo daqui a cinco anos. Compara a área útil, não só a tipologia: dois T2 podem ser muito diferentes. Pergunta-te onde trabalhas, onde guardas as coisas e onde estacionas.
4O estado da casa está claro
A classe energética tem de constar do anúncio, numa escala que vai de A+ a F. Uma classe baixa pode significar contas mais altas e menos conforto. Se a casa precisa de obras, pede um orçamento antes de decidir e soma-o ao custo total.
As fotografias mostram a casa. A visita mostra como é lá viver.
5Ruído, luz e exterior passam na visita
As fotografias não mostram o barulho da rua nem o sol ao fim do dia. Visita a casa a horas diferentes e vê para onde viram as janelas. A checklist para visitar uma casa ajuda-te a não esquecer nada.
6Os documentos batem certo
Antes de assinares, pede a caderneta predial, a certidão do registo predial, a licença de utilização, a ficha técnica, o certificado energético e a declaração de não dívida ao condomínio. Confirma que a área, o dono e os encargos coincidem com o que te disseram. Com dúvidas, fala com um solicitador ou um advogado antes do contrato-promessa.
7Sabes do que estás a abdicar
Nenhuma casa tem tudo. Decide antes o que não negocias e o que podes ceder: mais espaço ou uma zona melhor? Se a tua lista muda a cada visita, estás a comparar casas com critérios diferentes.
Como o miD te ajuda a responder
No Buyer DNA defines, numa conversa, quem vai viver contigo, o orçamento, as zonas e aquilo de que não abdicas. Depois colas o link de um anúncio de um portal suportado no Matchmaker. Ficas com o Match em percentagem, o que encaixa, o que choca e uma estimativa do que vais pagar. Não substitui a visita nem um solicitador: serve para decidires a que casas vale a pena ir.